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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Chicos brasileños no Chile


Foi com uma conversa, num domingo de manhã, do mês de agosto que a viagem começou a acontecer. O resto do dia foi dedicado à pesquisas na Internet em sites de viagem, orkut, blogs e empresas aéreas.

Às duas da manhã estávamos fechando a compra na PLUNA (www.pluna.com.uy), não a escolhemos, ela nos escolheu: era a mais barata. Destemidos como somos e depois de algumas viagens em diversos meios de transporte diferentes pensamos que não poderia ser tão ruim, e não foi.

   Arrumamos as mochilas.
   Trocamos reais por dólares numa casa de cambio de shopping.
   Eu, sem grana para o táxi, fui de lotação até o metrô com as DUAS mochilas. Pegamos o ônibus pro aeroporto no metrô Tatuapé e em 40 minutos estávamos lá. Nesse tempo, dentro do ônibus aproveitamos para avisar as pessoas que estavamos indo pelo celular, vai que a gente morre por aí....
  
  Embarcamos, fizemos conexão no Uruguai, ganhamos um amendoim salgaaado da PLUNA sem direito a água, conhecemos uns cariocas muito legais: Sara, Vinicius e Robson e um paulista solitário: Renato e, com nossos novos amigos finalmente, desembarcamos no Chile.



   No aeroporto tinha muita oferta de transporte, ônibus, táxi, vans. Fizemos um grupão e fomos de van ( 5 dólares por pessoa).
   Chegamos ao Hostel Bella Vista e apesar de não termos reservas( quase sempre não temos reserva), somente os nomes e endereços de algumas possíveis hospedagens, fomos bem atendidos e bem acomodados. O hostel é muito, muito, legal (tem o link aí na lista de dicas). Tinha gente de todo lugar do mundo e, claro, muitos brasileiros.


Recepção do Bella Vista Hostel

Deixamos as mochilas no hostel e fomos dar uma volta, à procura de comida. Só encontramos a TELE PIZZA, lugar bem sujo e a pizza chilena é horrível. O bairro Bella Vista é parecido com a Vila Madalena em São Paulo, super agitado, cheio de bares e boates.
   No hostel tinha café da manhã, fraquinho, diga-se de passagem, mas afetuoso rsrsrs.... Os funcionários muito atenciosos e a galera que estava hospedada show de bola. Tinha uns australianos e ás vezes dava um nó falar inglês, depois espanhol, depois português, depois tudo junto.


  No dia seguinte fomos conhecer a cidade. LINDA! As ruas muito limpas e o povo muito receptivo. No hostel conhecemos o Bruno, um carioca muito bacana que sabia tudo de neve e deu aulas de snowboard na maior boa vontade pra todo mundo, e o Danilo, grafiteiro-artista plástico das ruas, quase vizinho da gente em São Paulo e irmão de um ex aluno do Tiago. Eita mundo pequeno!


Tem foto mais chilena do que essa?




Vista do alto do Cerro Santa Lucia, láá no fundo a Cordilehria dos Andes


Nosso grupão no alto do Parque Metropolitano.

Tião e Zé, portugueses sangue bom, Hugo organizador oficial do Brazilian Barbecue, Robson e Tiago.


   Como fomos de última hora, nem passou pela nossa cabeça esquiar, mas a galera mais organizada que já tinha planejado tudo ia pro Vale Nevado. Então tá!
   Fomos a uma agencia que aluga os equipamentos, optamos por snowboard por PARECER mais fácil do que esqui....que nada! Eu só caí!
   Foi um dia inesquecível! Nunca tinha visto a neve, que linda a Cordilheira dos Andes! Como bons mochileiros que somos levamos nossos lanchinhos e só tomamos um chocolate quente lá por....adivinha?
8 dólares cada. Isso, cada copo! Foi a nossa primeira extravagância chilena.


A caminho do Vale Nevado.


snowboarders.



Salve grande Danilo! Veja mais aqui: www.flickr.com/boards-usb-it


  Curtimos muito e, no último dia fizemos um churrasco brasileiro pros nossos amigos gringos. O Hugo, um brasileiro que estava morando no albergue organizou tudo, colocamos o evento na lousinha de eventos e em poucas horas arrecadamos o dinheiro, todos colaboraram.
  Brazilian Barbecue.
  Imaginem que no Chile não tem farinha de mandioca e a falta de farofa arruinaria nossos planos, por isso compramos bolacha cremicraki (como diz o Tiago), limões e, além da farofa fizemos caipirinha!
  Agora imaginem que eu, que falo um espanholzinho sem vergonha, fui comprar carne pro Brazilian Barbecue. É claro que eu não sei como se diz carne pra churrasco, ou picanha em espanhol. Ah, o açougueiro tbm não falava inglês. A fila ia crescendo quando um chileno solícito percebeu meu desespero e me ajudou. Ele entendeu mesmo o que queria pq a carne era boa!
 A galera amou. Foi uma super despedida!


Sara e Isis


Renato na churrasqueira. Olha a farofa aí, gente!

 No dia seguinte nos aprontamos pra ir embora mas na hora de pegar o onibus pro aeroporto não tínhamos pesos, só poucos dólares e o onibus não aceitava. Com muito custo achamos um lugar pra trocar, mas o cara queria passar a perna na gente com uma cotação absurda, percebeu a nossa aflição pq estávamos atrasados. Umas moças que estavam perto da gente viram aquilo e NOS DERAM os pesos pro onibus, nossa, nem acreditei, nem tinha como agradece-las. Acho que foi uma dessas coisas sobrenaturais de anjo da guarda, sabe?  Perdemos mais um onibus e ao chegar ao aeroporto adivinhem? Perdemos o avião! Deu uma deprê! As passagens eram promocionais e ainda chegamos atrasados, não teve choro nem vela, tivemos que comprar outras pra voltar e pelo dobro do preço( extravagância nº 2). É claro que não tínhamos mais dinheiro, mas tínhamos o american express card, fazer o quê? Já estavámos f....mesmo, voltamos pro albergue e fomos procurar o melhor restaurante da região pra afogar nossas mágoas. Essa foi a extrvagância nº 3. Encontramos o "Como água para chocolate" http://www.comoaguaparachocolate.cl/. Adorei! Além da comida maravilhosa ainda tinha música ao vivo! No dia seguinte voltamos pro Brasil com muita história pra contar e muita conta pra pagar, mas valeu cada centavo, cada minuto!


A Cordilheira dos Andes.


                                                           
CHILE EL AMOR!!!!!!!!!!!